A
P.M escreveu-nos o seguinte:
Também eu sou uma das que após 4 meses de trabalho na Rua da Moeda foram
postas fora sem explicação.
Espero que se unam para alguma iniciativa de modo a denegrir a imagem do grupo PT.
Sim, porque eles não podem continuar a brincar com as pessoas e com as suas vidas.
Lá por sermos gente nova não quer dizer que não tenhamos despesas e responsabilidades!
Fico à espera de novidades.
Boa sorte!
A nossa missão é apenas alertar o Público que servimos, nas condições que bem sabes, para o que se passa no interior dos Call-Centers da PT.
E se nos for possível, alertar outros colegas de profissão para os seus Direitos e Deveres, como é óbvio. São mensagens como a tua que fazem o sentido deste blog. Quanto à imagem da PT, tentaremos apenas com que se saiba a realidade e a Verdade. Acreditamos que basta isso para o Público e os Clientes saberem e perceberem também o nosso trabalho, e as condições em que o fazemos.
Recebemos também uma mensagem de um fórum, mais precisamente da
Globaldata.pt, que muito agradecemos.
Neste fórum está-se a falar do teu site:
http://pwp.netcabo.pt/ccarlosfeio/
Caso querias comentar...
http://www.globaldata.pt/forum/viewtopic.php?t=20101&start=0&postdays=0&postorder=asc&highlight=
Fika bem
O
JSR escreveu-nos e encorajou-nos:
Caro Rua da Moeda,
Já contactaste algum sindicato ? Se precisares de ajuda para o fazer contacta-me.
Caro JSR,
Grato pela ideia. Contactámos com o Parlamento, os Grupos Parlamentares, os Jornais, diversos orgãos de Comunicação Social, Sindicatos, etc. Na correria do dia-a-dia, fazemo-lo por e-mail, esperando que alguém se lembre deste caso Grotesco, apesar da gigantesca mediatização que se dá neste País a outros temas da actualidade e que começam de certa maneira a fazer esquecer a Miséria e as Condições Laborais deprimentes que grassam neste País.
Escândalo na PT!
Desde Fevereiro de 2003 que a PT Contact, empresa do grupo PT e prestadora de serviços a outras duas empresas e marcas do grupo PT: Telepac e Sapo, andam sem Rei nem roque!
-Falsas formações financiadas por Fundos Europeus
-Despedimentos em massa e sem critério
-Redução de salários e de horas de trabalho
-Abuso de mão de obra barata
-Obras sem segurança nem condições
E tudo isto sob os auspícios de uma maiores empresas Portuguesas, líder no mercado de Telecomunicações e o 1º ISP em Portugal: a Portugal Telecom.
Desde Fevereiro de 2003, que a PT Contact, prestadora de serviços ao Grupo PT, nomeadamente às duas marcas do mesmo grupo, Telepac e Sapo, se serve de jovens e menos jovens como meras ferramentas, meros utensílios e números, que tudo devem e podem suportar.
Nos inícios do presente ano, surgiam em vários sites de emprego e de formação, anúncios da Telepac ou da Plataforma, a solicitar “operadores telefónicos de Inbound”, garantindo formação paga, remuneração adequada e trabalho na área das Tecnologias de Informação.
Durante um mês, dezenas de pessoas compareceram pontualmente nas 6 horas de formação diária, fizeram testes e aplicaram-se, trabalhando inclusive em pleno Call-center, atendendo chamadas e prestando a devida e necessária assistência aos clientes Telepac e Sapo como se operadores efectivos fossem.
No final da formação, depois de efectuados testes avaliativos, depois de criadas expectativas e depois de desperdiçado 1 mês com os consequentes custos (deslocações, refeições, etc) foi dito à totalidade dos formandos, que a PT Contact não suportaria mais postos de trabalho, logo não havia possibilidades de recrutamento, logo a formação não podia prosseguir, logo não havia sequer o devido pagamento do mês assim desperdiçado.
Assim se brinca 1 mês inteiro com pessoas que necessitam de trabalho e que acreditam em “posters” nas salas de formação onde se lia em cores garridas e sublinhadas:
FORMAÇÃO CO-FINANCIADA PELO ESTADO PORTUGUÊS E PELA EU.
SERÁ QUE O ESTADO PORTUGUÊS SABE DISTO?
SERÁ QUE A UNIÃO EUROPEIA SE DÁ CONTA DESTAS VERGONHAS?
Actualmente, Maio de 2003, vive-se um ambiente de Terror, Desrespeito, Desinteresse, Desonestidade e Balbúrdia completa na Rua da Moeda, onde se situam as instalações do Call-Center da PT Contact, do Sapo e da Telepac.
Com a crise instalada no País, e reflectindo-se a mesma consequentemente nas mais diversificadas áreas de negócios, alguns dos superiores que (DES)governam tais destinos da PT arvoram-se em Imperadores Romanos, seleccionando sem critério que se conheça, quem fica e quem vai para o Desemprego.
Despedem as pessoas no próprio dia, avisando-os de que o turno a cumprir é o último que fazem, e que devem entregar os head-sets (auriculares com que se atendem as chamadas nas consolas telefónicas) à saída.
Despedem as pessoas, telefonando-lhes para casa ou para o Telemóvel.
Despedem as pessoas, algumas das quais que começaram este mesmo Call-center sem qualquer tipo de manuais, conhecimento ou experiência.
O dia a dia de um Call-center é algo insuportável nos tempos que passam, quase que imperceptível para a maioria dos cidadãos, constituindo um “cemitério” de trabalho temporário onde muitos jovens passam hoje o seu tempo a trabalhar sem condições algumas, sem respeito mínimo da sua condição de Indivíduos.
Médias a cumprir, chamadas escutadas ilegalmente, avaliações sem nexo, pressões, ausência de condições e total falta de apoio.
Esclareça-se:
O tempo de chamada (tempo médio de conversação com o cliente que nos telefona a solicitar auxílio, p.ex, para a configuração de uma conta de e-mail, de um acesso à Internet, etc) é mais importante do que o correcto atendimento que deve ser prestado ao mesmo, em termos pessoais e técnicos.
Ordem do dia: despachar a qualquer custo.
Chamadas longas, mesmo que sejam para auxiliar ou esclarecer, apenas servem para prejudicar o operador que se atreve a fazer tal.
Será que alguém se dá conta do suplício que é trabalhar nestas condições?
Será que alguém consegue imaginar?
Creio que não!
Na ordem do dia, em Portugal e no Mundo, fala-se e debate-se a Privacidade e a Valoração do Ser Humano enquanto Pessoa única e limitada pela sua responsabilidade, mas consciente e devedora dos seus direitos e deveres legais.
Na Telepac e no Sapo, na PT Contact, e em todo o grupo PT, a maneira encontrada para aferir da qualidade do atendimento, é a DIÁRIA escuta de todas as chamadas.
O cliente que é por nós atendido, desconhece em completo que tudo o que nos é relatado, está a ser gravado.
Embora nos possa servir obviamente de defesa (no caso de reclamações ou de interpretações dúbias no decorrer de uma chamada) a escuta serve apenas para encontrar falhas e pretextos mínimos que levem ao despedimento imediato de todo e qualquer operador.
Avaliações sem nexo e sem qualquer tipo de recurso. Somos “auditados” (termo técnico e elegante para as escutas) sem qualquer tipo de coerência, sem qualquer critério, sem sequer atender a toda a carga emocional a que se está sujeito diariamente e às débeis condições laborais e Humanas que experimentamos
Pressões e falta de apoio, que se reflectem no constante desinteresse revelado pela maior parte dos nossos superiores em atender à mínima das solicitações dos operadores.
Controlo absoluto e ilegal da utilização que os operadores fazem na World Wide Web, ao arrepio das disposições elaboradas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados Informáticos.
Desrespeito absoluto do estatuto de Trabalhador-Estudante.
São marcadas faltas injustificadas e diminuido o salário aos operadores que colocam indisponibilidade atempada e detalhadamente para realizarem os seus exames escolares.
Em termos salariais, existem prémios de produtividade e assiduidade que não são pagos, e que são indevidamente sonegados aos operadores.
Actualmente, enquanto escrevo esta Declaração, decorrem obras de reconstrução do edifício da Rua da Moeda onde trabalhamos diariamente.
Obras a decorrerem enquanto se trabalha (integral e literalmente: um operador atende chamadas a ouvir pilares a serem derrubados, berbequins a funcionar, trabalhadores aos gritos, vigas de aço a caírem, vidros a serem partidos).
Estas obras já atingiram fisicamente operadores quer no interior quer no exterior do edifício, obras que aliás decorrem sem as menores condições de segurança ou higiene, até da parte dos trabalhadores que as efectuam.
SERÁ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO TRABALHO SABE DISTO?
SERÁ QUE FAZ QUE NÃO SABE?
SERÁ QUE O MINISTÉRIO DO TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL SABE DISTO?
SERÁ QUE FAZ QUE NÃO SABE?
Portugal é actualmente um País que se envergonha de si mesmo, e todos não somos muitos para tentar fazer algo.
Decerto que quem leu estas linhas até ao final, saberá também de casos que os afectam, desgostam, enojam.
Decerto que tudo isto é apenas mais um caso que afecta apenas mais algumas centenas de pessoas que trabalham diariamente na Capital de um País membro da União Europeia, e que se diz do Primeiro Mundo.
Mas tudo isto, passa-se na Rua da Moeda e enche de tristeza todos aqueles que tentam apenas ganhar pouco mais de 500 euros “limpos” por mês, numa era onde Homens e Mulheres são apenas e cada vez mais números a abater, números com os quais se joga, números sem alma nem futuro.
Ainda existe alguém que sonha e pretende um País diferente?
Obrigado pela leitura atenta destas palavras.
Comentários, sugestões e contactos para:
ruadamoeda@hotmail.com
Tudo começou no Call-Center da PT Contact, que administra os contactos telefónicos com os clientes que possuem acessos à Internet da Telepac e do Sapo, e que são pertença da PT, empresa nº1 em Telecomunicações em Portugal, líder no mercado de ISP´s (Internet Service Providers) e que é reconhecida como uma empresa que aposta forte, inclusivé, no mercado internacional.
A situação, entre portas, é todavia diferente.
Abuso de mão-de-obra barata, negligência, pressão contínua sobre os operadores, desrespeito pelos funcionários e colaboradores.
Tudo o que lerão na página http://pwp.netcabo.pt/ccarlosfeio é INTEGRALMENTE verdade e peca apenas por escasso.
Portugal é um Gigantesco cemitério de jovens contratados a prazo, sem condições de trabalho, sem futuro e que fazem diariamente um esforço inglório para trabalharem, e para assistirem a Humilhações e a Ofensas, sem nada poderem fazer, pois qualquer acção é apenas o carimbo certo e definitivo para o DESEMPREGO.
Com as experiências e com o quotidiano que se relata de seguida, iniciou-se por parte de alguns uma pequena luta que esperamos venha a motivar muitos mais para connosco partilharem os seus relatos e as suas vivências em Call-Centers.
Semanalmente, enviaremos para a Assembleia da República, Grupos Parlamentares, Jornais, Televisões, Estações de Rádio, Agência Lusa, ISP´s, Sindicatos, Ministério da Segurança Social e do Trabalho a recolha integral de emails ou mensagens que nos sejam endereçadas.
O nosso objectivo é tão somente que o Público que servimos, sob tão Grotescas condições por parte do Patronato, saiba a nossa LUTA.
Este Blog é livre, defende a Liberdade, mas baseia-se na Responsabilidade.
Gostamos e defendemos a Iniciativa Privada, mas também a Consciência Social por parte das Empresas.
Urge dizer basta! à Cáfila de pseudo-patrões que apenas ssabem aparecer para despedir e para "reestruturar" (nome elegante que se atribui aos despedimentos, a bem saber....).
Os fundadores deste site têm Opinião política, mas não permitiremos que qualquer resultado que desta Luta saia, se baseie em Interesses políticos, públicos ou privados.
Queremos apenas compartilhar a nossa Verdade com quem a saiba Ver, ou com quem a quiser Saber.
A nossa morada para qualquer desabafo, artigo, relato, opinião: ruadamoeda@hotmail.com
Os nossos "nomes" :
Há Lodo No Cais - Porque é um soberbo filme de Elia Kazan, com Marlon Brando, e que vale a pena ver.
Larry Flint - Porque a Liberdade de Expressão está ACIMA de tudo.
Os nomes têm conotações cinéfilas claras, porque esperamos que tudo isto seja um filme que acabe depressa.
Abraços e Coragem para todos que trabalham em Call-Centers ou em Contact-Centers